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Tumor na Cabeça

Tumor na Cabeça - Informações sobre a Doença

Tumor na Cabeca

O que são tumores?

Por definição, qualquer lesão que leve a aumento de volume é considerado um tumor. Os tumores que chamamos de “neoplasias” são lesões com células que sofreram alguma alteração genética em seus comandos de reprodução (iniciar ou encerrar esse processo) e tendem a crescer sem parar. Alguns tumores tem velocidade de crescimento mais rápida do que outros, portanto os tumores não se comportam sempre da mesma forma. Além disso, outras características tais como capacidade de invasão, delimitação, graus de atipia de suas células, facilidade de liberar células à distância (metástases), entre outras, acaba diferenciando 2 grandes grupos de tumores: os benignos e os malignos (também chamados de câncer). Dentro desses  grupos, várias classificações e subclassificações são realizadas para diferenciar grupos de tumores com comportamentos diferentes. Assim, no cérebro, alguns dos tipos benignos mais frequentes são os Meningeomas, Gliomas (Astrocitomas, Oligodendrogliomas), Ependimomas, Adenomas, Craniofaringeomas, Neurinomas/Schwannomas, entre outros. Os malignos mais frequentes são as Metástases, Glioblastomas, Meduloblastomas e Linfomas.

Ter um tumor no cérebro é grave?

tumor-na-cabeca-doencas-2Sim, no geral são casos graves, pois o cérebro é uma estrutura muito delicada, comandando várias funções que podem ser perdidas com a doença, além de poder levar à morte. A gravidade da doença dependerá do tamanho da lesão, localização, estado neurológico do paciente, e tipo do tumor (benigno ou maligno, grau de invasão, velocidade de crescimento, etc). Enquanto alguns tumores crescem lentamente durante anos ou décadas, alguns podem dobrar de tamanho em dias. Quando nos deparamos com tal lesão, lutamos contra o tempo, e a avaliação desses fatores acima mencionados tem que ser feita o mais rápido possível, para que se possa propor o tratamento mais adequado.

Como suspeitar desse diagnóstico?

Os tumores cerebrais não acometem exclusivamente os adultos, podendo também aparecer em crianças. A apresentação mais comum dos tumores cerebrais é com alteração neurológica progressiva (68%), geralmente perda de força. Dor de cabeça pode estar presente em 54% dos casos e convulsões em 26%. Outras alterações que podem ocorrer são: alterações da fala, confusão mental, sonolência, náuseas, vômitos, alterações de marcha, alteração de sensibilidade, visão, olfato, audição, alteração de movimentação dos olhos, alterações de deglutição e até mesmo alterações hormonais nos casos de tumor de hipófise (levando a outras doenças como hipotireoidismo, acromegalia, cushing, perda de leite pelas mamas, alterações menstruais ou mesmo puberdade precoce em crianças). Esses pacientes precisam de investigação com exames de imagem adequados para confirmar (ou afastar) este diagnóstico e tentarmos fazer as diferenciações entre os possíveis sub-tipos, para assim prever sua taxa de crescimento e propor o tratamento mais adequado.

Quais tratamentos são possíveis?

Dependendo da determinação de todos esses fatores mencionados acima, o tratamento pode variar desde observação até mesmo cirurgias de ressecção mais radicais. Como possibilidades de cirurgia pode ser proposta uma biópsia convencional, biópsia estereotáxica (minimamente invasiva), ressecções do tumor por craniotomia ou por endoscopia (minimamente invasiva). Medicamentos (quimioterapia) e tratamentos com radiação (radioterapia ou radio-cirurgia) também estão ao alcance da medicina no momento, mas nem sempre todo esse armamentário é suficiente para vencermos a doença. Por isso que é importantíssimo o diagnóstico mais precoce possível. À primeira suspeita ou detecção de tumores em outras partes do corpo o paciente deve procurar um especialista para tais avaliações.

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